Pacientes Idosos Podem ser Submetidos a Estimulação Cerebral Profunda?

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Estimulação cerebral em idosos

Um estudo publicado na revista JAMA Neurology, pesquisadores liderados por Michael DeLong, verificou que 7,5 por cento dos pacientes que foram submetidos à estimulação cerebral profunda tiveram alguma complicação dentro de um período de três meses, independentemente da idade.

Os pesquisadores não têm encontrado diferenças nas complicações da estimulação cerebral profunda nos pacientes mais velhos quando comparado aos pacientes jovens com doença de Parkinson.

 A doença de Parkinson é um dos distúrbios do movimento mais comum e atinge principalmente as pessoas idosas.

disse Nandan Lad, diretor do laboratório onde o projeto foi realizado.

Para muitos médicos, os distúrbios do movimento podem ser gerenciados apenas com o uso de medicações.

Mas à medida que a doença progride – e as pessoas envelhecem – os tremores e os efeitos colaterais das medicações, incluindo movimentos involuntários, são mais difíceis de controlar.

O pesquisador disse que são esses pacientes mais velhos que poderiam se beneficiar da adição de estimulação cerebral profunda em seu plano de tratamento.

Estimulação Cerebral Profunda (DBS)

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As complicações da estimulação cerebral parecem ser semelhantes em toda as idades.

A Estimulação cerebral profunda é um tratamento eficaz para pacientes com Doença de Parkinson avançada e é benéfica para a redução da incapacidade motora melhorando a qualidade de vida.

Pesquisa anterior mostrou que o uso do DBS (estimulação cerebral profunda) em combinação com um esquema de medicações é mais benéfico do que apenas a terapia medicamentosa isolada. No estudo, dados de 1.757 pacientes foram coletados.

Destes pacientes, 7,5% tiveram pelo menos uma complicação no prazo de três meses e a separação por faixa etária não afetou a taxa de complicações.

A estimulação cerebral profunda (DBS) envolve a colocação de um gerador de pulsos implantável, com tamanho semelhante a um marca-passo, em diferentes áreas do cérebro – neste caso as áreas responsáveis pelo controle do movimento.

Em seguida leve choques elétricos são enviados para estas áreas do cérebro.

Atualmente é utilizado como último recurso para os pacientes cujos sintomas não podem ser mais controlados com medicações.

Os pesquisadores relatam que os pacientes mais velhos são mais susceptíveis à pneumonia, mas essa complicação é comum em pessoas idosas que se submetem a qualquer tipo de cirurgia, de acordo com os autores.

DBS não é a cura para a doença de Parkinson e não retarda a progressão da neurodegeneração.

A estimulação cerebral profunda normalmente é usada para ajudar a controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida.

Os pesquisadores esperam que este estudo advogue a favor da estimulação cerebral profunda em pacientes idosos.

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